Minimalismo na vida: como é isso?

Acho que vocês já devem ter ouvido falar sobre Minimalismo, certo? Há quem ache que minimalismo é só na decoração, mas o estilo já ultrapassou as barreiras da arte e passou a ser estilo de vida também. Entre os que já sabem disso, alguns pensam que o estilo de vida minimalista é viver só com um fogão, uma geladeira e um banheiro para satisfazer as necessidades básicas. Não é nada disso que você pode estar pensando nesse momento. Estou aqui para vos dizer, com base em livros que tenho lido e estudado recentemente, o que, afinal, é o estilo de vida minimalista.

O que é Minimalismo?

O estilo de vida minimalista consiste em se livrar dos “excessos”, vivendo apenas com aquilo que VOCÊ (isso mesmo, mais ninguém além de você) julga necessário e que vá lhe proporcionar felicidade. Isso te permite maior conhecimento de si, mais tempo para o que realmente importa para você, além de deixar seus dias menos estressantes e mais confortáveis nos ambientes em que você estiver. Esses efeitos são bem visíveis à medida que se vai pondo em prática o minimalismo no dia a dia. E, na verdade, eles se dão de formas bem simples e, ao mesmo tempo, complexas.

Já pensou em usar o fim de semana para realmente fazer o que gostaria de fazer, sem se preocupar em passar o dia inteiro limpando todas aquelas coisas incalculáveis que você provavelmente tenha em casa? Ou sair de casa sem achar que seu gato pode ter derrubado aqueles vasinhos decorativos que você ganhou da sua prima e que só deixou na sua estante porque foi presente? É disso que o minimalismo se trata.

Como ser minimalista?

Ao se questionar sobre o porquê de cada coisa sua estar na sua casa/espaço/vida, você começa a perceber o que realmente importa para você, quais são suas necessidades reais e o que te faz feliz. Isso te proporciona uma gostosa conversa mental (ou falada, caso prefira) consigo mesmo. Quando paramos e olhamos para nós mesmo, nosso ponto de vista começa a mudar. É quase como se colocar no lugar do outro, mas é apenas você a pessoa.

Vamos fazer um exercício prático e rápido. Olhe para qualquer objeto seu que esteja próximo a você. Pergunte para ele (não tenha vergonha de falar com algo inanimado, até porque é mais divertido do que parece): Por que você está aqui? Por que eu preciso de você? Você me dá bem-estar ou é só mais uma coisa entulhando minha casa?

Se suas respostas para essas perguntas forem favoráveis ao objeto, mantenha-o; mas se a última pergunta foi a segunda opção, pode dar fim ao dito objeto. Pode ser impactante no começo, mas acredite, você pode conviver com isso, e vai, inclusive, pegar gosto.

Agora experimente fazer esse exercício com tudo o que você tem em casa. Você vai começar a perceber que você possui muita coisa, das quais muitas você não sabe o porquê tem ou como chegaram na sua casa. Pode ser aquele presente de amigo secreto que você ganhou mas não gostou muito, ou aquela blusa que você comprou só porque tava muito barata e você não usa porque não te veste bem. Tais objetos podem ser vendidos, doados, reciclados, ou, em última estância, ir para o lixo (mas faça o descarte de maneira correta e sustentável).

E não, você não precisa se livrar dos seus livros ou das suas coleções. Se elas te fazem feliz, te dão bem-estar, selecione seus preferidos e dê um lugar de destaque para eles. Se eles são queridos, merecem ser vistos e apreciados.

Não precisa fazer com tudo de uma vez só. O minimalismo é paciente, e ele vai te esperar decidir o que é importante e necessário para você. Não tenha pressa, pense com calma. Faça um setor de cada vez. Você pode começar vendo apenas sua penteadeira, depois seu guarda-roupa, sapateira… por aí vai. Depois pode fazer nos cômodos da sua casa, seu escritório, seu quintal.

Você pode começar o minimalismo aos poucos. Você vai perceber que ele não é uma tarefa que se conclui de uma vez. Você vai começar a fazer isso com frequência, e não só com coisas materiais. Chegará um ponto que isso pode ir para seus relacionamentos, trabalho, lazer.

Você não é obrigado a ser amigo daquela pessoa tóxica, que você automaticamente se sente mal na presença dela. Analise quem são seus AMIGOS, aquelas pessoas que te fazem feliz, de dão bem-estar e que você gostar de estar com elas.

Comece a sair para caminhar. Sinta o sol da manhã, o ar fresco, e aprecie isso como uma sensação única. Ouça a chuva cair no telhado, tome um café enquanto isso. Aprecie esse momento. Você perceberá que muitos prazeres da vida não são compráveis, eles estão ali o tempo todo, só esperando reconhecimento. O minimalismo é simplicidade; é saber perceber o que realmente importa na sua vida; saber ser feliz com o necessário e ser grato por tê-lo; é apreciar as “pequenas coisas”.

E esse é só o começo, ainda tenho muito para falar disso com vocês. Acompanhem os próximos posts que vem mais por aí.

O que vocês acharam do Minimalismo? Se interessaram em praticar? Têm dúvidas sobre? Comentem!

Fontes:

JAY, Francine. Menos é mais: Um guia minimalista para organizar e simplificar sua vida. Companhia das Letras2 fev 2016.

KING, Andre. Minimalist by Design: What do you want?. eBook Kindle.

MÜLLER, Izzy. Minimalismo 2.0: Como simplificar sua vida no século XXI (e diminuir seu impacto no meio ambiente). eBook Kindle.

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